sexta-feira, 22 de maio de 2020
quarta-feira, 29 de abril de 2020
domingo, 12 de abril de 2020
Os romanos na Ibéria
Ruínas romanas (Conímbriga)
A chegada dos romanos à Península Ibérica alterou o seu quotidiano, assim como a organização da sociedade. Os aglomerados desorganizados de povos de origem celta, tornaram-se províncias com estradas, edifícios de apoio e uma
toponímia organizada.
Na organização das antigas províncias da Ibéria, os romanos
atribuíram nomes às povoações
Lista de cidades romanas e o nome actual.
Aeminium (Coimbra)
Ammaia (São Salvador da Aramenha)
Acoutínio (Alcoutim)
Aquae Flaviae (Chaves)
Arábriga (Alenquer)
Aranis, talvez Arandis (Santa Bárbara de Padrões, Castro
Verde)
Arécio (Alvega)
Aruci ou Civitas Arucitana Nova (Moura)
Alavário (Aveiro)
Avêntela (Arrentela, freguesia da cidade do Seixal)
Bésuris; Esuri (Castro Marim)
Balatucelo (Bobadela, Oliveira do Hospital)
Balsa (Perto de Luz de Tavira)
Balto (Albufeira)
Bevipo (Alcácer do Sal)
Bracara Augusta (Braga)
Cale (Vila Nova de Gaia)
Cetóbriga (Setúbal)
Calípolis (Vila Viçosa)
Castra Leuca (Castelo Branco)
Cilpes (Rocha Branca, Silves)
Cinético Jugo (Cabo de Sines)
Civitas Aravoro (Marialva)
Civitas Igeditanoro (Idanha-a-Velha)
Centum Cellae; Centum Celas (Colmeal da Torre, Belmonte)
Colipo (Leiria)
Conímbriga (Condeixa-a-Velha, Sul de Coimbra)
Conistorgis (localização desconhecida no Algarve ou
Baixo-Alentejo)
Dúmio (Dume)
Ebora, Ebora Cerealis, Liberalitas Júlia (Évora)
Eburobrício (Óbidos)
Egitânia (Idanha-a-Velha)
Aquabona (Coina, Barreiro)
Ipses (Alvor)
Lacóbriga (provavelmente na zona de Lagos)
Lancóbriga (Fiães, Santa Maria da Feira)
Lameco (Lamego)
Lorica (Loriga, Seia)
Longóbriga (Longroiva, Mêda)
Malateca (Marateca, Palmela)
Métalo Vispascense (Mina de Aljustrel)
Miróbriga Celticoro, ou Miróbriga (próximo de Santiago do
Cacém)
Mondóbriga (Alter do Chão)
Moron (próximo de Santarém. Também apontado como Chões de
Alpompé)
Mírtilis (Mértola)
Olisipo Felicidade Julia, Olisipo, Ulissípolis, Felicidade
Júlia Olisipo, Ulisseia (Lisboa)
Opidana ou Lância Opidana (Guarda)
Ossónoba (Faro)
Pax Júlia, Pax Augusta, Colónia Pacense (Beja)
Porto Alacer (Portalegre)
Portus Cale (Porto)
Portus Hannibalis ou Porto de Aníbal (Portimão. Nome
associado ao general Aníbal Barca.)
Salácia (Alcácer do Sal)
Sáurio (Soure)
Escálabis (Santarém)
Segóbriga (Segóvia, Campo Maior)
Sélio (Tomar)
Sirpe (Serpa)
Talabara (Alpedrinha, Fundão)
Talábriga (Marnel, Águeda)
Tongóbriga (Marco de Canaveses)
Trício (Covilhã)
Tubucci Aurantes (Abrantes)
Valécula (Valhelhas)
Veniatia (Vinhais)
Vila Cardílio (Torres Novas)
Villa Euracini (Póvoa de Varzim)
Vispasca (Aljustrel)
Verúrio (Viseu)
Ruínas Romanas (Tróia)
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Os olhos castanhos são mais fiáveis
Pouca gente sabe, mas a cor dos olhos tem muito a dizer sobre a personalidade das pessoas, principalmente se forem castanhos. É claro que a tonalidade da íris está relacionada com questões genéticas, como a produção de melanina e com toda a evolução do ser humano, o que ajuda a explicar também as alterações dos tons da pele e dos cabelos e olhos.
Foi cientificamente comprovado que as pessoas com olhos castanhos são mais confiáveis e dignas de crédito, mais enérgicas e compassivas, capazes de ter mais empatia com a dor alheia. Para além da confiança atribuída, possuem comprovadamente uma maior facilidade para fazer amigos e são, em regra, mais sociáveis.
O estudo foi
realizado com o intuito de descobrir o que desperta o nosso sentido instintivo de
confiança ou de desconfiança, quando se conhece alguém.
A questão foi
estudada com um grupo de 238 indivíduos, homens e mulheres, que por sua vez avaliaram 80 faces
desconhecidas. Cada indivíduo analisou a fiabilidade e atractividade das 80 faces.
Sem qualquer surpresa, os especialistas verificaram que a
atractividade e fiabilidade são muitas vezes características que predominam nos rostos femininos. O que os estudiosos não
esperavam é que as pessoas com olhos castanhos fossem as que despertaram a confiança
de maneira muito mais rápida. Quem possui olhos castanhos é visto como mais
confiável do que quem tem olhos verdes ou azuis. E isso independentemente de que a
análise seja feita por homens ou mulheres, com olhos castanhos ou não.
Quando analisaram os números para avaliar a atracção e o domínio, os olhos castanhos também
predominaram, sendo maioritariamente preferidos.
Perante o mistério, os pesquisadores usaram um
programa de computador para mudar a cor dos olhos dos 80 indivíduos que eram
analisados. Pintaram olhos claros de castanhos, e castanhos de azuis ou verdes.
Após novos testes, com as mesmas faces mas os olhos com as cores alteradas. o resultado continuou o mesmo.
Mesmo com a cor dos olhos alterada, os sujeitos originalmente com olhos castanhos continuaram os
mais confiáveis, mais atractivos e mais dominantes e os outros, mesmo com os olhos
pintados de castanho, continuaram suspeitos.
Em
busca de uma explicação racional para o facto, resolveram avaliar a forma e a
estrutura dos rostos. Constataram então que as pessoas com olhos castanhos têm
um conjunto de características faciais diferentes daquelas com olhos
claros. Logo, não é o olho castanho em si que desperta a confiança, mas sim, a
morfologia do rosto de quem os possui. Queixo e boca mais amplos,
sobrancelhas proeminentes e narizes maiores, o contrário de quem possui olhos
verdes ou azuis. E a principal razão pela qual estas características inspiram
confiança são as expressões faciais características das pessoas com olhos castanhos, consideradas mais verdadeiras e convincentes.
Acrescente-se que os olhos castanhos são também mais resistentes à luz e têm uma maior protecção contra os raios UV do sol e costumam estar ligados a traços mais “desejáveis” de personalidade.
Mas se tem olhos cinzentos, azuis ou verdes, fique a saber que estas pessoas toleram melhor a dor e a angústia.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019
O que é que nos custa quase 4600 € o litro e não é para beber?
O que é que nos custa quase 4600 € o litro e não é para beber?
Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO?
Já nos habituámos aos roubos de toda a espécie, é o que é...
Há não muito tempo, as impressoras eram caras e barulhentas.
Com as impressoras a jacto de tinta, o mercado doméstico mudou, pois fomos seduzidos pela qualidade, comodidade, velocidade e facilidade das novas impressoras.
Com as impressoras a jacto de tinta, o mercado doméstico mudou, pois fomos seduzidos pela qualidade, comodidade, velocidade e facilidade das novas impressoras.
Foi o início da grande golpada dos fabricantes: oferecem impressoras cada vez mais baratas, e fazem tinteiros cada vez mais caros. Uma HP DJ3845 vendida nas principais lojas por 70 € vem com um conjunto de tinteiros. A reposição dos dois tinteiros (10 ml o preto e 8 ml o de cor), fica à volta de 45 €
Nos modelos mais baratos, o conjunto de tinteiros pode custar mais do que a própria impressora.
Veja o absurdo:
Pode acontecer que valha mais trocar a impressora do que fazer a reposição dos tinteiros!
Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).
As impressoras HP1410 e 3920 que usam os tinteiros HP 21 e 22, vêm agora com tinteiros só com 5 (cinco) ml de tinta!
Um Cartucho HP, com uns míseros 10ml de tinta custa 19 €. Isto dá 1.9€ por mililitro.
Só para comparação, Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa por mililitro 0.43 €.
A Lexmark vende um tinteiro para a linha de impressoras X, o tinteiro 26, com 5,5 ml de tinta de cor por 25 €. Fazendo as contas: 1000ml / 5.5ml = 181 tinteiros x 25 € = 4525 €.
4525 € por um litro de tinta!
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Bancos - Actividade vulturina
BANCOS
Primeiro, com dinheiro emprestado, constituem uma sociedade financeira: registo, marca, logótipo, publicidade, sede social, delegações, equipamentos, tudo é conseguido a crédito com a prestimosa colaboração de gestores de outros Bancos (que assim se tornam, oficiosamente e sem quaisquer encargos, sócios e accionistas do novo Banco).
Depois admitem pessoal para preencher os lugares indispensáveis: caixas (em regime de escravatura, ou seja, a "recibo verde"), "promotores" (isto é, vendedores de banha da cobra que ganham por lebre consoante os gatos que vendem), administrativos (escravos), vigilantes e pessoal de limpeza em regime de "outsourcing". Se a coisa resultar, o novo Banco pagará (quando ou se calhar) as despesas iniciais; se não resultar, abrem falência, não pagam nada a ninguém e repetem o processo sob nova designação e com outro logótipo.
E pronto, sem nenhum dos auto-nomeados gestores ter gasto um único cêntimo do seu dinheiro, temos mais um gang bancário no "mercado".
O resto do processo é conhecido:
1. Recebem depósitos sobre os quais não pagam juros mas dos quais exigem "despesas de manutenção", cobrando taxas e taxinhas sobre todos os movimentos que os "clientes" (otários) fizerem com o que antes era o seu dinheiro mas que agora passou a ser dinheiro do Banco.
2. Com o dinheiro dos depósitos "concedem" empréstimos, sobre os quais cobram juros exorbitantes (e "despesas" e mais taxas e taxinhas).
3. Com os juros cobrados fazem mais empréstimos e assim, rapidamente, multiplicam os lucros iniciais.
4. Assim que os montantes conjuntos de depósitos e de juros cobrados ultrapassar a fasquia da "auto-sustentação" (já com lucro), usam uma parte do bolo para especular nos "mercados". Do que pode resultar uma de duas coisas:
- ou a especulação resulta, e nesse caso os gerentes empocham os lucros;
- ou a especulação não resulta, e nesse caso o Banco abre falência, ficando os clientes com o encargo da dívida do Banco, e os gerentes do ex-Banco ficam com o dinheiro dos depósitos, dos juros, dos pagamentos vencidos e até do apuro da hasta pública de instalações e equipamentos.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2019
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL EM PORTUGAL
(excertos de autos elaborados pela GNR e PSP, peças processuais e
diligências)
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- Um agente da PSP desloca-se à residência de um casal que anda
desavindo e escreve no auto de notícia que: "o sr. x anda muito
frustrado porque pagou cerca de 5 mil euros pelos implantes mamários da
sua mulher e suspeita que outro cidadão está a usufruir desses
dividendos".
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- Escrevia um PSP num auto de notícia:"Numa acção de fiscalização,
estando eu de arvorado ao carro patrulha, mandei parar o veículo supra
identificado e pedi ao condutor os documentos pessoais e da viatura. Em
resposta, disse-me aquele que se o autuasse me iria ao cú, o que fez
três vezes."
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- A GNR participa acidente e explica que "naquele local o asfalto da
estrada era de terra batida".
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- O gatuno era "herdeiro e vozeiro naquele tipo de condutas".
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- Auto de notícia em que se diz que a ofendida foi encontrada em "lã-jeri".
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- O arguido era "de raça nómada".
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- Auto de notícia em que a GNR denuncia o furto de 24 galinhas das
quais uma era galo.
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- O arguido resolve acabar o seu requerimento de uma forma cordial: "
Pede deferimento" e logo a seguir ... "As minhas sinceras condolências".
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- "O denunciado proferiu vários impropérios na Língua de Camões e
também em língua francesa"
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-"O individuo trazia o produto estupefaciente junto do órgão genital
masculino vulgo pénis"
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- Diligência de inquérito: "Solicite à PSP que, em 48h, diligencie por
identificar o denunciado que se sabe ter cerca de 16 anos e usar boné"
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- Quem comete o crime de "borla" é um "borlista" profissional.
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- Auto de denúncia : "enquanto proferiam tais ameaças permitiam-se
ainda chamar nomes ofensivos tais como "puta, vaca, jornalista,
advogada, ladra, que era boa era para ir para a Ordem dos Advogados".
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- Um arguido antes de bater no ofendido atirou-lhe com uma caixa em
plástico, "nomeadamente um tampa-roer".
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- "O arguido atirou um paralelo-i-pípado".
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- "O arguido trazia uma techerte azul às riscas".
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- "Os meliantes colocaram-se em fuga, ao volante de uma Picap"
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- Na sequência de uma queixa por crime de furto de um veículo a GNR
informa que recuperou a dita viatura no entanto a mesma vinha cheia de
moças.
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- Caso de uma averiguação de causa de morte em que foi determinada a
"autópsia parcial" do cadáver.
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Exmo Sr. Procurador
Venho comunicar a V. Exa. que na EN que liga Penamacor ao Sabugal foi
encontrado um cadáver morto, que pela fala parece ser espanhol.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
O preço dos combustíveis em Portugal
Em Portugal mais de metade do preço de venda dos combustíveis resulta de taxas e impostos, sendo o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) o que representa a maior fatia do valor pago. Se tivermos em conta que a média salarial dos portugueses é das mais baixas da Europa, percebemos como o Estado se aproveita dos cidadãos para sacar o mais possível, tudo isto a juntar aos mais altos impostos de sempre. Revoltante !
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sábado, 10 de agosto de 2019
Tenente Adriano Francisco Bomba, piloto da Força Aérea de Moçambique
Adriano Bomba foi um aluno brilhante na Escola Industrial, viveu no Bairro do Fomento, na Matola, e jogou futebol, como médio, no Sporting Clube de Lourenço Marques.
A sua fuga de
Moçambique foi organizada pelo seu irmão Boaventura Bomba, ligado aos serviços
secretos sul africanos e aos elementos da comunidade portuguesa na África do Sul que apoiavam a Renamo. Na África do Sul não foi tratado ou considerado como um prisioneiro de guerra, porque a África do Sul não estava em guerra com Moçambique, e foi-lhe concedido asilo político. O MIG 17, que não se encontrava nas melhores condições (um dos canhões estava inoperacional e os pneus estavam completamente degradados), foi devolvido a Moçambique.
O tenente Adriano Bomba a prestar declarações às autoridades sul-africanas
Os sul africanos pediram que os
irmãos Bomba fossem integrados na Renamo e, após muitas pressões. o presidente da Renamo,
Afonso Dhlakama, inicialmente relutante, aceitou a integração.
Pilotos sul-aficanos em pose frente ao Mig-17 de Adriano Bomba
Boaventura Bomba,
já com o cargo de Comissário Político da Renamo, acabou por ser executado num
campo militar sul africano na Namíbia, em circunstâncias pouco esclarecidas; segundo o Brigadeiro sul -africano Van Niekerk
, Orlando Bomba foi acusado pelo assassinato de Orlando Cristina , secretário-geral
da Renamo e foi levado para o Corredor de Caprivi (Namíbia), na altura ainda
sob administração sul-africana, tendo sido submetido a julgamento militar e
executado a bordo de um helicóptero, tendo o seu corpo sido lançado ao mar
ao largo da costa namibiana.
Após a assinatura do Acordo de Romade 1992, Afonso Dhlakama declarou à comunicação social em Maputo que Adriano Bomba “havia morrido” sem adiantar mais pormenores. De acordo com membros da Renamo, Adriano Bomba terá morrido durante uma emboscada.
O que se segue é a transcrição dum extracto das
respostas dadas por Adriano Bomba, depois publicadas pelo jornal sul africano
“Panorama” e replicada por outros meios de comunicação da época.
Pergunta:
O facto de ter trazido consigo um avião MIG I7 representa um acto de guerra particular contra o sistema em Moçambique?
Resposta:
Utilizei o avião como simples meio de transporte, mais nada.
Um meio de transporte mais eficaz. Sei que aquele avião não pode ser utilizado
contra a Frelimo. Porquê? Porque sei que não sou o primeiro piloto que foge de
um país num avião de guerra. Sei que depois disto tudo, o avião irá de volta.
Isto já aconteceu com um piloto soviético que saiu da URSS num MIG-25, aterrou
no Japão e depois seguiu para os Estados Unidos. Depois de ter sido estudado e
todo desmontado, o MIG-25 foi reenviado para a União Soviética.
Pergunta:
Disse que se sentia mais útil a Moçambique fora do país, do
que na situação em que ali se encontrava. Quer ser mais explícito sobre este
aspecto?
Resposta:
Em Moçambique, quando estava a estudar, tinha em mente
tirar um curso, o meu curso. A importância que vejo nele não é unicamente
nacional, resulta da importância que esse curso ocupa no campo científico, e a
ciência para mim não tem nacionalidade. Aquilo que eu pudesse fazer no campo da
ciência poderia beneficiar Moçambique, pelo menos a longo prazo. O facto de não
ter podido segui-lo demonstra que as pessoas em Moçambique não se desenvolvem.
Porquê? Porque não têm o direito de optar. Quando um indivíduo opta, é muito
mais dedicado à sua causa.
Pergunta:
Teria a sua deserção surpreendido os seus camaradas de armas
de Moçambique?
Resposta:
Penso que os meus colegas, principalmente os da Força Aérea,
não se admiraram daquilo que eu fiz, porque os nossos ideais convergem. Mas
tomar a decisão que tomei é coisa que tem muito mais importância e é muito mais
difícil. Este meu acto vai despertar muita gente; tenho consciência de que
muitas mentalidades adormecidas vão despertar por causa deste meu acto.
Pergunta:
Com um acto de ousadia quase agressiva, modificou
subitamente o curso de seu destino. Como antevê o desenrolar desse destino?
Resposta:
Os meus planos são aumentar os meus conhecimentos na África
do Sul.
Pergunta:
Não receia que a sua família em Moçambique esteja agora em
perigo?
Resposta:
Não penso que a minha família esteja em perigo. Porquê?
Porque as autoridades moçambicanas não têm um argumento concreto. O que fiz foi
uma decisão que tomei sozinho, que não partilhei com ninguém.
Pergunta:
Como é do conhecimento geral a República da África do Sul é
alvo de propaganda muitas vezes falaciosa e muito agressiva acerca do sistema
interno do país. Sendo negro, pede asilo político à África do Sul. Porquê?
Resposta:
Eu não vim para a África do Sul para me envolver nas suas
actividades internas. Não estou para me intrometer nos assuntos internos da
África do Sul.
Pergunta:
Não receia as atitudes raciais que provavelmente terá de
enfrentar na África do Sul?
Resposta:
Quando vim para a África do Sul não sabia como é que se
vivia aqui. O que sabia da África do Sul era aquilo que a propaganda
anti-sul-africana dizia. Até fiquei admirado, depois de chegar à África do Sul,
quando saí e vi a maneira como convivem os pretos e os brancos. A realidade
entrava em choque com aquilo que a propaganda lá fora diz. É claro que eu não
sei tudo acerca das relações sociais entre pretos e brancos aqui na África do
Sul, porque pouco ainda vi. Mas o que já vi é a demonstração de que é mentira o
que dizem lá fora.
Pergunta:
Considera-se um exilado político na África do Sul?
Resposta:
Eu pedi residência permanente na África do Sul.
Pergunta:
Faz parte de uma elite de homens bastante reduzida, é um
piloto de caça-bombardeiro. Com a decisão de vir para a África do Sul nestas
circunstâncias, não se ressentirá do facto de não voltar a pilotar o seu
MIG-17?
Resposta:
Eu gosto da minha especialidade. Todo o piloto de
caça-bombardeiro adora a sua especialidade. É algo que entra no sangue.
Gostaria de continuar a voar na qualidade de piloto de caça-bombardeiro.
Pergunta:
Teve medo quando viu um Mirage ao pé do seu MIG-17 ?
Resposta:
Eu tinha visto o Mirage somente em fotografias e sabia que
não era nenhum bicho do outro mundo. Quando vi os Mirages perto de mim, fiquei
mais tranquilo, porque um Mirage perto de um MIG-17 é muito menos perigoso que
um Mirage longe de um MIG-17.
Pergunta:
A sua saída de Moçambique, nas circunstâncias conhecidas,
foi certamente um teste à sua capacidade de imaginação...
Resposta:
Eu preparei o voo. Quando vão voar, os pilotos têm de fazer
um desenho da rota que vão seguir. Eu não ia, com certeza, desenhar uma rota
com descolagem em Maputo e aterragem em Hoedspruít. O voo que desenhei era a
rota normal para atingir o alvo a determinada hora e depois retomar a Maputo.
Mas, claro, dentro do avião fiz outra rota, para sair, passar pelos pontos de
mudança de rota e fazer a aterragem em Hoedspruít. Mas tudo isso foi só dentro
da minha cabeça.
Pergunta:
Encontrando-se na República da África do Sul há cerca de dez
dias, será tempo suficiente para poder avaliar se terá tomado uma decisão
correcta?
Resposta:
Que tomei a decisão correcta, isso eu concluí ainda em
Moçambique. Por tal razão vim para aqui. Agora não tenho dúvidas nenhumas.
Fontes e Bibliografia
Extensão trechos deste artigo foram publicados no livro
"Africano MiGs", Publicações SHI, Viena (Áustria), 2004 (ISBN:
3-200-00088-0).
Excepto para pesquisas e materiais gentilmente cedidos pelo
contribuinte no forum ACIG.org, especialmente ao Sr. Pit Weinert, as seguintes
fontes de referência foram utilizados:
- "ABLAZE continente, as guerras em África Insurgency,
1960 to the Present", de John W. Turner, ISBN 1-85409-128-X, Imprensa da
armadura e armas, 1998
- "GUERRAS AFRICANAS: ANGOLA E MOÇAMBIQUE
1961-1974" Osprey "homens de armas" Serie No.202, pela Abbott
Pedro e Manuel Rodriguez, Osprey 1988, 1989, 1995.
- "GUERRAS AFRICANO MODERNA 3: WEST-ÁFRICA DO SUL"
Osprey "homens de armas" Serie No.242, por Römer-Helmoed Heitman e
Hannon Paulo, Osprey 1991.
- "O Mundo em conflito; guerra contemporânea, por John Laffin, Brassey, 1996 (ISBN:
1-85753-196-5)
- "Guerras aéreas e aeronaves; um registo detalhado de
Combate Aéreo, 1945 to the Present", de Victor Flintham, Armas e Armour
Press, 1989
- "Der flugzeuge NVA in Afrika", por Jürgen Roske,
Fliegerrevue 6 / 92 (revista alemã), 1992
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segunda-feira, 20 de maio de 2019
Joe Berardo
A LIÇÃO DE BERARDO
(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 18/05/2019)
Joe Berardo não é um chico-esperto em terra de saloios, ao contrário daquilo que ostensivamente julga. Mas também não é a ovelha negra num rebanho de gente séria. Berardo é o saloio num palco de saloios, onde aventureiros morais como ele são tratados como empresários, venerados como mecenas das artes e distinguidos como comendadores da nação. O seu feito, ao ter conseguido tudo isso e ainda devolver os mimos com que foi tratado com aquele riso alarve de quem acredita que nos comeu a todos por parvos, não é de grande monta. Foi só uma questão de estar no lugar certo no momento certo e no meio da gente certa. Hoje, quando ele (e seguramente orgulhoso) foi erigido ao estatuto de bandido-modelo da nação, o que importa questionar é o tipo de clube-nação que o permitiu.
O comendador, condecorado por dois Presidentes da República pelo seu mérito empresarial ou pelo contributo para a riqueza do país, jamais foi empresário de coisa alguma e jamais acrescentou um euro à riqueza colectiva. Foi sempre e apenas um especulador financeiro em benefício próprio exclusivo, que nunca criou uma empresa, uma chafarica, um posto de trabalho. Tudo isso era sabido desde sempre e foi, sabendo-o, que Eanes e Sampaio lhe puseram ao peito dois símbolos do reconhecimento pátrio — em nosso nome. Mas hoje, erigido em símbolo das malfeitorias e padroeiro dos caloteiros, e à beira de perder o seu tão estimado título de comendador, Berardo pode dizer que nem ele está só nem Eanes e Sampaio estão sós.
Metade, seguramente, da lista destes supostos heróis da pátria, feitos comendadores por todos os Presidentes sem excepção, são gente que de modo algum se recomenda. Metade deles foi distinguida pelos mais inconfessáveis motivos: compadrio pessoal, compadrio político, compadrio financeiro, compadrio maçónico, cunhas e pagamento de dívidas.
Os membros do “Clube da República”, como um dia aqui lhe chamei, dedicaram-se ao longo de décadas a nomearem-se uns aos outros para os lugares mais apetecíveis do Estado, a financiarem-se uns aos outros, a cobrirem-se uns aos outros, a negociarem uns com os outros, a criarem um sistema cruzado de impunidades e irresponsabilidades e, para finalmente enganarem os tolos, a elogiarem-se e distinguirem-se uns aos outros. No final do processo, os Presidentes da República, levados ao engano ou incapazes de resistir às pressões dos amigos do “Clube da República”, enfiaram-lhes no peito uma certidão de cidadãos exemplares, funcionando como uma espécie de indulgência plenária para eventuais malfeitorias, passadas ou futuras.
No caso de Berardo, o cúmulo do ambiente de saloiice geral que sempre o rodeou e cortejou foi a história da Colecção Berardo. A dita Colecção (e isto é, obviamente, apenas a minha opinião) não tem qualquer valor representativo da arte moderna. Precisamente porque ele não é um coleccionador, mas sim um empilhador de arte, o seu acervo não reflecte qualquer critério de gosto, de conhecimento ou mesmo de paixão pela arte. Mas o homem soube rodear-se de quem, devidamente contratado para tal, tratou de criar uma aura de excelência em volta da colecção que, por simples temor intelectual, ninguém se atreveu a pôr em causa. E foi assim que ele conseguiu a proeza de resolver o seu problema particular de onde guardar aquilo, à custa de todos nós. Num contrato negociado directamente entre o assessor cultural do primeiro-ministro de então, José Sócrates, e o conselheiro de arte e avençado de Berardo — (que, por incrível coincidência, eram uma e a mesma pessoa) — o “mecenas” da arte moderna portuguesa sacou nada menos do que de toda a área de exposição do CCB para guardar e expor a sua colecção sem quaisquer custos. E ainda lhe fez chamar Museu/Colecção Berardo, com entradas gratuitas, de modo a poder dizer que era o mais visitado museu português. E de novo todos se calaram, no terror de atrair sobre si a ira e o desprezo dos ditadorezinhos da nossa “crítica de arte”. Todos, incluindo o director do CCB, talvez também aliviado por não ter de se preocupar mais com a ocupação daquele espaço. E foi assim que o CCB — o mais caro equipamento cultural que alguma vez pagámos — nunca mais viu uma exposição, hipotecado que está há dez anos a servir de arrecadação e promoção pessoal do comendador. E por ali têm desfilado todos os notáveis da pátria, em ocasiões festivas de homenagem ao “mecenas”.
Nunca gostei de bater em quem está em baixo, mas há aqui razões para uma excepção: primeiro, porque muito disto já o tinha escrito quando ele estava em cima e, depois, porque Berardo não está em baixo: está em cima de uma dívida de 1000 milhões, que, deliberadamente e de má-fé, tornou incobrável, pavoneando-se ainda orgulhoso da sua espertice. Claro que tudo isto seria diferente se o homem tivesse o mínimo de vergonha e decoro. Se, para ele, ser apontado na rua como o rei dos caloteiros lhe causasse algum incómodo. Mas esta é a mesma pessoa que há anos enfrenta os condóminos do seu prédio e as sentenças dos tribunais, recusando-se a derrubar uma casa-de-banho clandestina que ergueu no topo do prédio, com vista de rio, invocando, sem pudor, o princípio constitucional de que “todos têm direito a uma habitação condigna”. Habitação de que, aliás, garante ser apenas arrendatário, pois que nada tem de seu, nem sequer um euro de dívidas ou até a mítica Quinta da Bacalhoa, construída pelo filho de Afonso de Albuquerque e que o Estado Português deixou ir à praça sem comprar, para acabar nas mãos deste benemérito, que logo a fez rodear de muros e cercas, como se fosse seu dono — o que, como garante, também não é. Mas Berardo é o que é e que todo o país teve ocasião de ficar a conhecer agora mais intimamente. Não se lhe pode exigir mais do que aquilo para que nasceu e de que não se envergonha, antes pelo contrário.
Os responsáveis maiores, os que não têm perdão, são os que o financiaram para assaltar o BCP, sobretudo os que o fizeram com o dinheiro dos contribuintes. Os que lhe deram o CCB como arrecadação privada. Os que o cortejaram, privilegiaram, promoveram e distinguiram. E os que o ajudaram, num longo, sinuoso e degradante processo de calotice transformado em forma de vida.
E é o espírito do tempo de um país onde somos muito rápidos a fuzilar os poderosos e ricos que caem em desgraça, mas jamais questionamos a origem do seu dinheiro e do seu poder enquanto eles estão na mó de cima. Um país onde paga mais imposto quem vive exclusivamente do seu trabalho do que quem vive da especulação.
Onde tantas empresas, tantos negócios e tantas fortunas não existiriam sem o favor do Estado, o dinheiro do Estado, as dívidas ao Estado. Um país onde quem esconde milhões lá fora para fugir ao fisco recebe, em o vento estando de feição, um atestado de cidadão cumpridor se trouxer o dinheiro de volta, pagando apenas 7,5% de IRS. O tal país do “Clube da República” onde se perdeu, simplesmente, o conceito de honra e a noção de vergonha. O país reflectido naquela inesquecível gargalhada com que ele nos contempla: “Ah, ah, ah!”. O país dos Berardos.
Miguel Sousa Tavares
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sexta-feira, 15 de março de 2019
Acidente do Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines
A queda do Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines
Este avião utiliza o sistema MCAS
O MCAS está localizado no nariz do avião e tem como função “sentir” a inclinação do aparelho e, se necessário, corrigir automaticamente a linha de voo. A má manutenção ou um erro destes sensores poderá levar o sistema a pensar que o avião está a subir de forma vertical exagerada, num ângulo em que o ar deixa de correr devidamente pelas asas podendo originar problemas de sustentação e, eventualmente, uma quebra estrutural.
Para impedir isso, o sistema corrige automaticamente a inclinação. Ou seja, puxa o avião para baixo, com o nariz apontado para o chão.
De acordo com o New York Times, suspeita-se que em relação ao acidente de Outubro, com um Boeing 737 MAX, os pilotos não sabiam sequer da existência deste sistema a bordo. As caixas negras revelaram que o comandante tentou corrigir, sem sucesso, a trajectória de queda, mas nunca desligou o sistema.
O MCAS foi introduzido pela Boeing nestes 737 MAX para compensar as alterações aerodinâmicas provocadas pelos motores maiores, mais potentes, mais pesados, mas também mais eficientes e económicos.
Nas fotos pode ver-se a diferença na colocação dos motores - nos modelos 737 mais antigos os motores estavam colocados praticamente debaixo das asas mas nos novos Max 8 os motores estão montados muito mais à frente, fora das asas, o que aumenta o peso na frente da aeronave.
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domingo, 3 de fevereiro de 2019
Portugal - Especialidades Gastronómicas Regionais
“Uma composição
culinária, característica, inconfundível. Transmite-se por tradição: os
estrangeiros não sabem confeccioná-lo, mesmo naturalizados: tendo chegado até
nós por processos lentos, e contraprovas de biliões de experimentadores,
sucessivamente interessados em o fixar de forma irrepreensível, resulta ser ele
sempre uma coisa eminentemente sápida e sadia. Isto o distingue dos pratos
“compostos”, quero dizer daquelas mixórdias de comestíveis e temperos, doseados
a poder de balança, exclusivamente científicas, nada intuitivas e meramente
inventadas.
O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto do génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos: vem-se ao mundo ido por ele, e quando se deixa a pátria, antes de pai e mãe, é a primeira coisa que se lembra.
Em Portugal não há província, distrito, terra, que não registe entre os monumentos locais, a especialidade de um petisco raro, sábio, fino, verdadeira sinfonia de sabores sempre sublime.
O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto do génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos: vem-se ao mundo ido por ele, e quando se deixa a pátria, antes de pai e mãe, é a primeira coisa que se lembra.
Em Portugal não há província, distrito, terra, que não registe entre os monumentos locais, a especialidade de um petisco raro, sábio, fino, verdadeira sinfonia de sabores sempre sublime.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
AS TASCAS SECRETAS DE LISBOA
AS TASCAS SECRETAS DE LISBOA
Merendinha do Arco - Rua dos Sapateiros, 230 tlf: 213 425 135 peixe-espada grelhado no carvão, que vem acompanhado de um arroz de feijão reconfortante; bacalhau com grão, guisado de vitela e legumes, bochechas de porco preto, e vinho verde da casa para acompanhar a sua refeição.
Cantinho Lusitano - Rua dos Prazeres, 52 - tlf: 218 065 185 queijos e charcutaria, guisado de caracóis, favas com salada de coentros, bacalhau com grão e muitas outras delícias portuguesas. Para a sobremesa experimente o queijo cottage com doce de abóbora.
Baíuca - Rua São Miguel, 20 Alfama - tlf: 218 867 284 guisado de tamboril e peixe grelhado no carvão
Marisqueira Nunes - Rua Bartolomeu Nunes, 120 - tlf: 213 019 899 lapas e bruxas (uma lagosta que só há, normalmente, na costa dos Açores). Gambas gigantes ao alho é obrigatório, e o arroz de lagosta é também uma boa escolha.
Tasquinha do Lagarto - Rua de Campolide, 273 - Tlf: 213 883 202 - vitela assada com batatas assadas e brócolos, por 13 euros. O outro é arroz de garoupa, por 10 euros. É relativamente barato!
Zé dos Cornos - Beco dos Surradores, 5 - tlf: 218 869 481 - carne e peixe grelhados no carvão, sendo que a recomendação vai para o bacalhau e as costeletas de porco. Mas o que marca mesmo este lugar é a bifana.
Tasca do Vigário - Rua do Vigário, 18 Santo Estevão - tlf: 218 876 534. Fica muito perto do da Feira da Ladra, do Panteão e da bonita Rua dos Remédios. Se chegar lá depois do meio-dia irá encontrar uma multidão, por isso não se atrase! As doses são extremamente generosas e a carne é tenra e saborosa. Tem um cozido à portuguesa estupendo. O preço médio de uma refeição com vinho ronda os oito euros/pessoa.
Varina da Madragoa - Rua das Madres, 34-36 - tlf: 213 965 533 - bacalhau, que vem grelhado na perfeição.
Zé da Mouraria - Rua João do Outeiro, 24 - tlf: 218 865 436 - lulas e batatas numa taça metálica gigante. Uma dose alimenta quatro pessoas. Entrecosto com arroz de feijão, bacalhau assado .
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Leite de aranha
Um estudo da Academia Chinesa de Ciências descobriu que
algumas aranhas também produzem fluidos semelhantes ao leite.
Sempre se acreditou
que as aranhas recém-nascidas não se alimentavam até atingirem o tamanho
suficiente para caçarem as suas presas mas, após várias experiências, chegou-se
à conclusão que várias espécies de aranhas, entre elas a aranha saltadora (Toxeus
magnus), produzem e segregam pela barriga uma substância branca similar ao
leite dos mamíferos, constituída por gordura e proteínas que é utilizada para
alimentar as crias até atingirem a sua própria autonomia (entre 20 a 30 dias). Este "leite de aranha" é mais nutritivo que o leite de vaca, afirmam os cientistas.
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